A culpa me consumiu, tudo ao meu redor parecia bem, mas como uma bruxa, tudo que eu tocava se desmanchava. Eu não devia me culpar tanto, eu sou humana, eu erro, mas em minha cabeça uma vozinha insistia em me colocar para baixo e o pior, eu á escutava, era como se o mundo fosse melhor sem mim. Nossa! Um pensamento suicida, pensou o caro leitor. Bem, morrer não é uma opção, a morte também me assusta, acredita? Mas um simples comentário ou uma simples brincadeira as vezes me destroem por dentro. Eu sou culpa, eu sou dor, eu sou pura e delicada melancolia.
Às vezes, eu me perguntava se aquilo não era um mecanismo de defesa, já que a única maneira que encontrou de lidar com sua vida foi fingir que não era com ela que aquelas coisas estavam acontecendo.