As vezes quando assisto um filme, me perco em meio a história, imagino-me vivendo aquela história que as vezes por mais maluca e doentia que seja eu sei que terá um final feliz.
Dizem que a dor é passageira que dias bons logo viram, em um filme eu sei que em uma hora e meia o final feliz vem com certeza, mas na vida real parece que essa uma hora e meia demora anos, séculos, milênios ou até mesmo vidas.
Vulcões, terremotos, tsunamis, grandes fenômenos naturais que são devastadores e destroem em poucos segundos cidades, estados, famílias, vidas. Bem imagino-me como um fenômeno natural, porém com poucas semelhanças e grandes diferenças, parece errado me comparar a algo que destrói e devasta, mas eu não estaria sendo sincera comigo mesmo, eu não só me imagino como sinto-me assim, sorrir, dizer que tá tudo bem, sim eu faço isso apenas por pura proteção a fraqueza, meus sentimentos, meu coração são minha maior fraqueza! Não!? Minha maior fraqueza nada mais é que amar demais, é esquecer o mundo ao meu redor, é viver.
Perdi-me em meio aos pergaminhos de volta pra casa e estou perdida no labirinto da minha vida que agora parece uma bagunça de um furacão feroz.

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